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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ditados populares - Letra C

Cair de quatro: Ter uma surpresa muito grande

Não tenho nenhuma fonte histórica que comprove, mas parece que foi o que aconteceu com Napoleão Bonaparte, em Waterloo, em 1814. Foi uma grande surpresa. Daí outra expressão que é dita quando alguém se agacha: "Foi assim qu Napoleão perdeu a guerra". Sei não...


Chegar de mãos abanando:
Os imigrantes, no século passado, deveriam trazer as ferramentas para o trabalho na terra. Aqueles que chegassem sem elas, ou seja, de mãos abanando, davam um indicativo de que não vinham dispostos ao trabalho árduo da terra virgem. Portanto, chagar de mãos abanando é não carregar nada. Ele chegou de mãos abanando ao aniversário. Significa que não trouxe presente ao pobre aniversariante, que terá de se satisfazer apenas com a presença do amigo.


Cagar no pau: Cometer uma grande besteira, estragar tudo

Esta é simples e completamente escatológica. Acontece com as relações homossexuais ou mesmo entre um homem e uma mulher. É o máximo de desrespeito "cagar no pau" de quem se ama. Mas dizem que há quem goste.


Cão que ladra não morde: Quem fala muito, ameaça alguém, grita, geralmente não faz nada

Em primeiro lugar, trata-se de uma mentira deslavada. Nunca vi um cachorro morder alguém antes de dar umas latidas. Mas parece-me que a frase foi ocunhada para o lançamento mundial do filme Lassie. Que, diga-se de passagem, era cachorro, e além disso era babaca. Não latia, não mordia, era uma santa. E o garotinho que acompanhava tinha cara de bait.... Falcão, o compositor fez uma bela tradução: "the dog au au, not nhoc nhoc".



Cara de quem comeu e não gostou: Pessoa irritada, um tanto quanto contrariada

Quem conta a história é o conselheiro Zacarias de Goes e Vascondes. A princesa napolitana Teresa Maria Cristina de Bouborn foi apresentada a Dom Pedro II através de um desenho, onde capricharam paca, pois ela era muito feia. Quando ela desenbarcou no Brasil foi uma decepção. Depois da noite de núpcias, Goes e Vasconcelos teriam sussurrados a outros acessores: "O imperador tá com "cara de quem comeu e não gostou".


Coçar o saco: Ficar o tempo todo sem fazer nada, "coçando (o próprio) o saco".

Consta que o primeiro a coçar o saco foi Adão, na falta do que fazer no Paraíso. Quando se viu sozinho pediu a Deus uma companheira, porque já estava com o saco cheio de tanto coçar. Com Eva tornou-se muito mais gostoso. Quando Deus percebeu essa coçagem interminável, expulsou os dois do Paraíso.



Com a faca e o queijo na mão:
Estar com tudo para dar certo

Expressão mineira citada por Mário Palmério, em Chapadão do Bugre, quando o personagem peg sua mulher na cama com outro homem: "E ali estavam os dois. Ela, dorso nu estendido na cama, oferecendo o 'queijo'. Ele, em pé, com a 'faca' na mão".


Cu pra confirir: Uma confusão que vai ser muito difícil de se resolver e se explicar

Expressão mineira do ciclo do ouro. Todo dia, depois do garimpo do ouro, tinha a hora de pôr o cú para confirir. Os feitores enfiavam a mão do ânus de todos os escravos pra ver se eles não tinham escondido nada lá. E, quando achavam alguma coisa era uma situação muito difícil de se explicar, era, realmente, um "cu pra confirir".


Cutucar onça com vara curta:
Meter-se onde não deve, abusar da situação, estar em perigo eminente

Isso era uma brincadeira que os lacaios da corte faziam com Dom João VI, famoso por seu pinto pequeno. "Onça" era o apelido (entre os serviais) de Dona Carlota Joaquina, que, dizem, batia muito em D. João, porque ele nem sempre gostava de abusar da situação sexual. Não se sabe ao certo se por causa da vara curta. Mas como diria Marta Suplicy: "o importante não é o tamanho da vara de condão, mas sim a mágica...".

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